Como usar benefícios para melhorar a estratégia de remuneração da sua empresa

Como usar benefícios para melhorar a estratégia de Gestão da Remuneração da sua empresa

Que as empresas precisam ser cada vez mais criativas e ousadas se quiserem atrair e reter talentos não é nenhum segredo. Afinal, o cenário em que vivemos hoje é de baixas taxas de desemprego e, ao mesmo tempo, baixa taxa de qualificação dos profissionais disponíveis. A verdade é que é bem provável que nunca antes na história tenha sido tão importante para as empresas focar nesses dois processos: atrair e reter. Mas, será que a única forma de fazer com que a sua empresa atraia novos talentos e “segure” bons profissionais é oferecendo salários mais altos?

Pode respirar fundo, porque a resposta é não. É claro que para atrair e reter o mix de remuneração é superimportante, maaaas remuneração definitivamente não é só dinheiro.

Por isso, no artigo de hoje aqui no Blog da Equilibrium, vamos falar sobre o papel dos benefícios e como usá-los para melhorar a estratégia de Gestão da Remuneração da sua empresa, focando em atrair e reter bons talentos. Continue com a gente!

Por que usar benefícios para compor a estratégia de remuneração da empresa?

Poder oferecer sempre salários mais altos que o restante do mercado seria incrível, mas sabemos que nem sempre é possível. Neste contexto, os benefícios entram como uma excelente forma de aumentar o valor percebido pelos colaboradores e candidatos a respeito da empresa e somam fatores que pesam na hora de decidir onde trabalhar e permanecer.

Nos últimos anos, o mercado de benefícios cresceu muito em termos de diversificação de modalidades e hoje consegue abordar ao mix de remuneração serviços ligados a áreas da vida que até pouco tempo atrás não eram nem consideradas como “problema da empresa”. Além do combo básico vale-alimentação, vale-transporte e plano de saúde, hoje são considerados benefícios também a flexibilidade de um modelo híbrido ou remoto de trabalho, o acesso a redes de academia, programas de bem-estar em geral, vale-cultura, entre muitas outras possibilidades. Para muitas pessoas, um trabalho mais flexível, que permita que o indivíduo tenha mais tempo em casa e possa cuidar da saúde física e mental faz mais sentido do que uma oportunidade mais rígida e com um salário um pouco mais alto.

Ao usufruir dos benefícios, no final, todo mundo sai ganhando. As empresas fazem uso dos incentivos fiscais e os colaboradores ficam livres dos encargos trabalhistas, que não incidem sobre os benefícios.  

Qual o papel dos benefícios dentro de uma estratégia de remuneração?

É claro que em um artigo não é possível dizer qual é a melhor estratégia de remuneração, muito menos qual a melhor estratégia de oferta de benefícios. Tanto porque ficaríamos horas e horas aqui falando sobre o assunto, quanto porque obviamente não existe uma resposta padrão para toda empresa. Aqui vale a máxima: cada caso é um caso e precisa ser avaliado de forma individual.

Maaaas, podemos, com certeza, te dar um ponto de partida. Veja só algumas variáveis que impactam na construção dessa estratégia:

  • Localização – se a empresa está localizada num grande centro urbano ou no interior; num distrito industrial afastado da cidade ou dentro do núcleo urbano.
  • Perfil dos colaboradores – se a empresa contrata predominantemente mão-de-obra operacional, administrativa, técnica, etc.
  • Idade média dos colaboradores – se a empresa tem mais mão-de-obra jovem ou pessoas mais experientes.
  • Entre várias outras

A partir desses dados, já é possível traçar um público e seu perfil, levando em consideração em que essas pessoas enxergam valor.

Por exemplo, para uma empresa que tem mão-de-obra predominantemente jovem, oferecer um Plano de Saúde pode não trazer o efeito desejado. Jovens tendem a adoecer menos e procurar menos serviços de saúde. Por outro lado, tendem a estar conectados com questões de saúde mental, bem-estar, cultura, etc. Percebe como é preciso considerar para quem o benefício será ofertado para encaixar qual benefício faz sentido fazer parte do mix de remuneração?

No entanto é importante ter claro o que a empresa pretende com seu pacote de remuneração. Se ela quer apenas se nivelar às boas práticas de mercado, considerando que possui outros bons atrativos no pacote total de remuneração, então pode considerar apenas oferecer benefícios essenciais. Por outro lado, se a empresa pretende que os benefícios a ajudem a melhorar a percepção geral do pacote total de remuneração, precisará ter um pacote diferenciado de benefícios.

Benefícios como forma de aumentar o engajamento dos colaboradores sem oferecer salários maiores

Como já colocado acima, oferecer benefícios é mais barato do que aumentar salário, por conta da questão dos encargos. Em geral, para R$1,00 de salário adicional, daria para oferecer R$2,00 de benefícios. Nada mal, não é? Isso sem falar na possibilidade de oferecer ao colaborador um serviço por um valor ao qual ele não teria acesso se comprasse direto, como no caso de Planos de Saúde, por exemplo.

Além disso, existem benefícios inteligentes, muitas vezes de baixo custo, que são capazes de gerar um impacto bastante positivo:

  • Bolsas de estudo
  • Enxoval de bebê para novos mamães e papais
  • Presentes de aniversário
  • Material escolar para a escola dos filhos, etc

Esses acima são exemplos de benefícios que podem ter baixo custo, mas uma ótima percepção de que a empresa se importa com o bem-estar de seus colaboradores, o que contribui para aumentar seu engajamento.

E os chamados “benefícios flexíveis”? Fazem sentido?

Benefícios flexíveis não são novidade, já existem há um bom tempo. Entretanto, sua aplicação tem crescido muito e hoje em dia existem diversas plataformas de gestão facilitando muito a vida das empresas, especialmente no RH.

Se pensarmos que pessoas em diferentes fases e contextos de vida podem ter diferentes percepções de valor, faz muito sentido pensar em benefícios flexíveis. Uma mulher, casada, com filhos pequenos, por exemplo, pode valorizar muito um Plano de Saúde. Especialmente se puder incluir os filhos no Plano. Uma outra mulher, solteira, sem filhos, pode preferir usar academia, vale-cultura e/ou até aumentar o valor de seu vale-alimentação, ao invés de ter um Plano de Saúde.

As plataformas de gestão de benefícios flexíveis permitem que cada pessoa escolha como gostaria de ter acesso aos seus benefícios. A empresa irá definir apenas qual é o valor total do pacote de benefícios dela e, ela mesma, escolherá o que preferir. Muito legal, não é mesmo? Ainda, as escolhas que uma pessoa faz hoje poderão ser ajustadas amanhã, sem precisar que ela vá ao RH para solicitar alteração. Então, em nossa modesta opinião, quando essa opção existe, faz muito sentido pensar nela sim.

Como construir uma boa estratégia de mix de remuneração utilizando benefícios

Depois de tudo o que expusemos acima, agora é pensar estrategicamente, focando no contexto do seu negócio e do seu público interno.

Antes de pensar em benefícios, é importante pensar na estratégia geral de remuneração. Veja algumas perguntas que vão ajudar nesse processo:

– Como estamos posicionados perante o mercado?

– Como queremos estar posicionados? Se queremos remunerar, em geral, dentro da média do mercado, a estratégia de benefícios pode ser um diferencial. Então, nesse caso, vale investir um pouco mais e ser criativo para se diferenciar.

– Existem algumas posições na empresa para as quais queremos fazer uma estratégia diferenciada, para aumentar as chances de retenção? Então, para esse grupo, podemos ter uma estratégia de benefícios mais robusta. Podemos pensar em, por exemplo, Planos de Previdência Privada, Programas de Check Up Executivos, Bolsas de Pós-graduação, entre outros.

– Trabalhamos com um público bastante operacional, com remuneração muito próxima do salário-mínimo? Para esse público, as necessidades são mais elementares. Qualidade de vida pode estar muito mais ligada a se alimentar melhor, a conseguir levar para cada itens que o salário não consegue comprar. Então, para esse público, uma estratégia de focar os benefícios num pacote de vale-alimentação mais robusto pode trazer um efeito muito positivo na retenção.

Enfim, são várias as possibilidades de estratégia. Sempre haverá espaço para soluções criativas e inteligentes, que podem reduzir custos e aumentar a percepção positiva e o engajamento dos colaboradores. Mas, é importante lembrar que nenhum pacote de benefícios irá substituir uma remuneração justa, alinhada ao mercado. Não adianta oferecer um bom pacote de benefícios e salários muito abaixo do mercado. Salário é salário.

Se você chegou até aqui, é porque realmente está interessado(a) em apoiar a sua empresa a criar estratégias que façam sentido e funcionem na vida real. E é pra caminhar com você nessa jornada que a Equilibrium existe e está no mercado há mais de 15 anos. Se você precisa de ajuda para encontrar a melhor estratégia de remuneração para a sua empresa, clique no link abaixo e fale com o nosso time.

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